sábado, 3 de abril de 2010
À amiga Raíla Maciel
Perdão, poeta, por ter sido duro
Por jogar por sobre o muro
Tua frase certa
Por ter deixado no escuro
Tua obra aberta
Perdão, poeta, por te dar conselho
Por não notar que inda medra
Teu olho vermelho
Por te atirar feito pedra
Em teu espelho
Perdão, poeta, por te desvelar
Por tentar ser mais que o verso
A te iluminar
Por ter me inflamado imerso
Em teu pensar
Perdão, poeta, pelo meu perdão
Perdão por ter instigado
O teu não
Por ter te amordaçado
A inspiração
Perdão, poeta, enfim, por cada
Palavra de minha oferta
Não valem nada
Ocas, pois só tu, poeta
Sabes a estrada
domingo, 21 de março de 2010
Céu Limpo no 3º Iguacine

O curta metragem Céu Limpo (direção de Marcley de Aquino e Duarte Dias) é um dos filmes selecionados para a Mostra Competitiva Nacional do 3º Iguacine – Festival de Cinema de Nova Iguaçu-RJ, a se realizar entre os dias 15 e 21 de abril de 2010.
Saiba mais sobre Céu Limpo no blog da produtora Areal Filmes
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Céu Limpo premiado no 17º Festvídeo

Veja os contemplados na categoria FICÇÃO:
1º Colocado: Darluz (SP), dir. Leandro Goddinho
2º Colocado: Céu Limpo (CE), dir. Marcley de Aquino e Duarte Dias
3º Colocado: Bibliofagia (DF), dir. Renato Cunha
Saiba mais sobre Céu Limpo no blog da produrora Areal Filmes
domingo, 29 de novembro de 2009
Céu Limpo no 17º Festvídeo de Teresina

O curta metragem Céu Limpo (direção de Marcley de Aquino e Duarte Dias) é um dos filmes selecionados para a Mostra Competitiva - categoria FICÇÃO - do 17° Festival de Vídeo de Teresina-PI, evento que acontece de 30 de novembro a 5 de dezembro de 2009.
Saiba mais sobre Céu Limpo no blog da produtora Areal Filmes
O vídeo De Passagem, feito com celular, também concorre no 17º Festvídeo, na categoria Filmes de 60 segundos.
Saiba mais sobre De Passagem aqui
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Céu Limpo vencedor do 1º Curta Neblina

O curta metragem Céu Limpo (direção de Marcley de Aquino e Duarte Dias) foi o grande destaque da Mostra Competitiva do 1° Curta Neblina - Festival Latino Americano de Curtas de Paranapiacaba-SP, evento que ocorreu de 22 a 25 de outubro de 2009.
CÉU LIMPO foi o vencedor nas seguintes categorias:
MELHOR FILME
MELHOR FOTOGRAFIA DIGITAL - Duarte Dias
MELHOR ATOR - Démick Lopes
MELHOR ATRIZ - Samya de Lavor
Saiba mais sobre a premição de Céu Limpo no blog da produrora Areal Filmes
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Céu Limpo no 1° Curta Neblina

O curta metragem Céu Limpo (direção de Marcley de Aquino e Duarte Dias) é um dos filmes selecionados para a Mostra Competitiva do 1° Curta Neblina - Festival Latino Americano de Curtas de Paranapiacaba-SP, evento que acontece de 22 a 25 de outubro de 2009.
Saiba mais sobre Céu Limpo no blog da produtora Areal Filmes
Postagens neste blog:
Fotos de cena, fotos de gravação, ficha técnica e inspiração
sábado, 26 de setembro de 2009
Céu Limpo no 6º CineFest Votorantim

O curta metragem Céu Limpo (direção de Marcley de Aquino e Duarte Dias) é um dos filmes selecionados dentre os 420 inscritos para a Mostra Competitiva de Curtas do 6º CineFest Votorantim, evento que acontece de 13 a 22 de novembro, a partir das 20h, no Teatro Municipal "Francisco Beranger", em Votorantim-SP.
Saiba mais sobre o 6º CineFest Votorantim:
Site oficial e Twitter
Saiba mais sobre Céu Limpo no blog da Areal Filmes
Postagens neste blog:
Fotos de cena, fotos de gravação, ficha técnica e inspiração
domingo, 16 de agosto de 2009
Poesia em fado I
O HOMEM DAS CASTANHAS
Na Praça da Figueira, ou no Jardim da Estrela,
Num fogareiro aceso é que ele arde.
Ao canto do Outono, à esquina do Inverno,
O homem das castanhas é eterno.
Não tem eira nem beira, nem guarida,
E apregoa como um desafio.
É um cartucho pardo a sua vida,
E, se não mata a fome, mata o frio.
Um carro que se empurra, um chapéu esburacado,
No peito uma castanha que não arde.
Tem a chuva nos olhos e tem o ar cansado
O homem que apregoa ao fim da tarde.
Ao pé dum candeeiro acaba o dia,
Voz rouca com o travo da pobreza.
Apregoa pedaços de alegria,
E à noite vai dormir com a tristeza.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais calor p'ra casa.
A mágoa que transporta a miséria ambulante
Passeia na cidade o dia inteiro.
É como se empurrasse o Outono diante;
É como se empurrasse o nevoeiro.
Quem sabe a desventura do seu fado?
Quem olha para o homem das castanhas?
Nunca ninguém pensou que ali ao lado
Ardem no fogareiro dores tamanhas.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais amor p'ra casa.
(1) Música de Paulo de Carvalho & Letra de Ary dos Santos, na interpretação de Carlos do Carmo
domingo, 28 de junho de 2009
Fotos de Céu Limpo

Design e Fotografia de Duarte Dias

Démick Lopes (Leôncio) e Samya de Lavor (Chica)

Démick Lopes (Leôncio)

Samya de Lavor (Chica)

Lindomar Neves (Dono do Trailer) e Démick Lopes (Leôncio)

Samya de Lavor (Chica)

Samya de Lavor (Chica) e Démick Lopes (Leôncio)

Démick Lopes (Leôncio)

Samya de Lavor (Chica) e Démick Lopes (Leôncio)

Samya de Lavor (Chica)

Démick Lopes (Leôncio)
sábado, 6 de junho de 2009
Céu Limpo

Sinopse:
Elenco:
Démick Lopes (Leôncio)
Samya de Lavor (Chica)
Lindomar Gomes (Dono do Trailer)
Dogs (Cão)
Ficha técnica:
Formato: Vídeo Digital – HDV
Duração: 15 minutos
Classificação: Ficção
Direção, Roteiro e Edição: Marcley de Aquino e Duarte Dias
Direção de Fotografia, Câmera, Diálogos e Direção Musical: Duarte Dias
Direção de Arte e Figurino: Renata Barreira
Música Original: Carlinhos Crisóstomo
Produção Executiva: Marcley de Aquino e Duarte Dias
Direção de Produção: Renata Barreira
Assistente de Produção: Karina Daa
Produção de Set: Afonso Celso
Som Direto, ADR, FX e Mixagem: Alencar Júnior
Finalização: Paul Lee
Empresa Produtora: Areal Filmes
Ano de Produção: 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
O grande invento da Padaria Espiritual
___Pegue um jornal.
___Pegue a tesoura.
___Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.
___Recorte o artigo.
___Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco.
___Agite suavemente.
___Tire em seguida cada pedaço um após o outro.
___Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco.
___O poema se parecerá com você.
___E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa,
___Ainda que incompreendido do público.
Um grande invento
J.
Máximo Gorki
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
O olhar de quem nos olha
No livro As Palavras e as Coisas, Foucault analisa a tela “As meninas”, de Velazquez. Ao ler o referido ensaio, fiquei com a sensação que as palavras do filósofo entraram na natureza mesma das pinceladas do artista. Para reiterar o caráter inovador dessa pintura, Foucault nos remete a um caleidoscópio de sentidos, no qual cada asserção é um espelho.Ao conceber "As meninas", Velazquez intentou a que nós espectadores, soberanos ou não, nos tornássemos partícipes do quadro. Nesse retrato temos a impressão que algumas figuras nos observam (nenhuma novidade para um trabalho desse tipo). No entanto, o que diferencia tal pintura de outras congêneres é que nela vemos a reprodução de um pintor (Velazquez) a medir seu modelo. É, portanto, na possibilidade imagética do que seria retratado, na tela dentro da tela, que se instala a interação entre obra e espectador. Pela primeira vez o que está fora do quadro tem interesse para a compreensão da própria pintura.
Mas quem disse que as palavras de Foucault se prendem a coisa tão óbvia? A acadêmica exige de seus pares um aprofundamento teórico que ultrapasse o entendimento de um simples espectador. Assumindo tal condição, o filósofo francês elabora um texto esconso que visa transcender ao mero objeto artístico. Usando seus olhos de águia, só falta nos revelar o que há entre a tinta e a tela.
Sem a pretensão de desbotar a profunda análise de Foucault, que, com a ponta dos dedos, quase toca a quintessência do quadro de Velazquez, confesso que me embaracei com certas lucubrações suas. Numa delas, como se iluminado, o filósofo nos informa que o olhar que nos olha não é o olhar que olhamos, ou seria, o olhar que não olhamos é o olhar que não nos olha, ou melhor, no olhar que não olhamos está o olhar que nos olha. Afinal, quem olha quem?…
Não obstante percebermos o aspecto original de seu texto, como concordar com a assertiva de que a imagem do pintor, junto às demais personagens ali retratadas, está efetivamente a nos olhar! Ora, a crítica à arte é por natureza a quebra de qualquer ilusão. Transmutá-la para o mundo real é fazer perder-se nela sua fantasia.
Os críticos de artes plásticas são mestres em saber se, antes de ser retratado, o fulano comeu uma pêra, ou se, dentro em pouco, o sicrano irá ao teatro, ou coisas do gênero. E o texto de Foucault não foge a essa regra para nos apresentar seu conceito de elisão do sujeito através do olhar. Mesmo admitindo êxito nas amarras visuais que tornam sua análise criativa, não deixo de tremer lendo que, em “As meninas”, brevemente o pintor dará um passo para trás da tela, sumindo de nossa visão. Nesse trecho, não me furtei de imaginar um curador pedindo silêncio na exposição "Os meninos" (ver pinturas aqui), do pintor acreano Fernando França, senão os modelos ali pintados poderiam despertar de seu eterno sono…
Não seria cego a ponto de questionar o uso inovador do gênio espanhol, que deixa o espectador na posição de um possível retratado, e mais além, na visão das figuras para além do espelho. Sabemos que o poder da arte reside em nossa complacência frente ao objeto artístico. Arte é contemplação, ou, como diria o poeta, é fingimento. Fora disso é somente jogo de palavras, bloco esculpido, pincelada sobre pincelada... Eis o que diferencia o artista do filósofo. Eis o mistério da arte: Velazquez pode me enganar, Foucault não.
Para finalizar quero deixar claro aos discípulos de Foucault, antes que me reprovem e provem nessas palavras qualquer coisa tacanha, que concordo: em “As meninas”, tirante três súditas e o cachorro, outras oito figuras estão realmente a nos olhar... e parecem tão impressionadas que nem piscam!
sábado, 31 de janeiro de 2009
Edição de Céu Limpo

Editar é uma arte. É na edição que o filme realmente se confirma. Se a filmagem justifica o roteiro, a edição justifica a filmagem.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Gravação de Céu Limpo
No Pau-de-Arara: Démick Lopes (Leôncio), Afonso Celso (Produtor de Set) e Seu Raimundo (Morador do Teodósio). Em pé: Alencar Jr. (Técnico de Som), Marcley de Aquino (Diretor), Renata Barreira (Gerente de Produção), Duarte Dias (Diretor e Fotógrafo), Samya de Lavor (Chica) e Emídio (Motorista).
